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domingo, 1 de julho de 2012

Minhas Querências... Lançamentos da Bertrand Brasil


Carpinejar lança, pela primeira vez, um livro de crônicas temático. Em Ai meu Deus, Ai meu Jesus, ele trata de assuntos e situações relacionadas a amor e sexo.

Elena está insatisfeita com a vida que leva e com a mulher em que se transformou. Casada com Paolo, ela se vê presa a um relacionamento que há muito se tornou apenas uma sombra da rotina, totalmente destituído de paixão. Nas páginas de um diário, narra a lenta e dolorosa transformação desse amor, outrora carnal, em algo diferente – um sentimento feito de laços fraternais – e da criança decidida e segura de si na mulher insípida e desamparada.

O título foi escolhido pela maneira como Castello encara seu trabalho crítico. As “feridas” se referem às marcas, cicatrizes, golpes, que as diversas leituras provocam nele. Segundo o próprio autor, ele não faz uma leitura teórica. Escrever sobre um livro não para aplicar teorias, mas como alguém que viajasse a um continente distante e, na volta – isto é, finda a leitura – faz um relato de suas observações pessoais a respeito da viagem.
Essa é a ideia central que permeia e liga todo o livro. Ele é também um registro de seu trabalho jornalístico nas páginas do Globo, Valor Econômico, Bravo, Rascunho, entre outros. Castello, delicia-se em trabalhar com jornalismo literário – um tipo de jornalismo que, mais que os fatos, importam os pensamentos.






quinta-feira, 21 de junho de 2012

Conto: Missa do Galo - Machado de Assis



Uma  singela homenagem aos 173 anos de nascimento de Machado de Assis, segue meu conto favorito!♥


Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.

sábado, 16 de junho de 2012

Resenha - Prata do Tempo - Letícia Wierzchowski



Publicado originalmente em 1999, este romance tem como personagem principal uma casa construída à beira-mar e à beira do delírio. Uma casa que, na sua falta de lógica, lembra um labirinto. Ao circular por todos esses corredores, ao se perder nos muitos aposentos, o leitor visitará quase um século da hsitória da família Serrat.


“Muitas histórias de amor, tendo como cenário uma casa.
A história dessa casa: antes e durante sua construção, e seus muitos anos de depois….
Uma casa de amores, de dores, de lágrimas, de beijos e ausências.
Uma casa-labirinto.
É sobre essa casa que Leticia Wierzchowski {autora, ente outros, de A Casa das Sete Mulheres} escreve em Prata do Tempo. Os personagens fortes, característica marcante de sua literatura, estão presentes, e muito bem representados pelo avô, por Leontina, Augusto Serrat, Alice, a francesinha Eleanor, Inácio, Theo, Ariana bela, O Sonhador, e tantos outros, contados pela narradora-personagem Laila.
Há amor em cada página. O amor entre corações, entre almas, entre vidas. O amor aceito e o negado. O amor da vida e o da morte.
Prata do Tempo é, como a casa que é seu cenário, um labirinto, onde vale a pena se perder para encontrar a boa escrita de Leticia Wierzchowski.” (Visão Arte)

Eu sou suspeitíssima pra falar de romances, porque simplesmente amo!
E com esse não foi diferente: adorei desde a primeira página até a última! Emocionei-me ao ponto de chorar, mais de uma vez, dentro do ônibus à caminho do trabalho, na volta pra casa, no quarto e na sala!

Ele tem, como pano fundo, amores intensos que resvalam por toda a eternidade, e é todo sublinhado pela magia que só o fantástico tem. E nesse ponto me lembrou, e muito, as letras de outra escritora que amo,  a Isabel Allende, que encanta a todos com um realismo fantástico cheio de poesia.
E em seu livro Letícia soube trabalhar, com maestria, o realismo fantástico e a prosa poética, que transforma os amores do livro numa realidade quase que palpável! ;oD

Recomendo a leitura, pra quem deseja adoçar a alma com amores e sorrisos, mesmo que algumas muitas lágrimas nos saltem aos olhos! 



PRATA DO TEMPO
Autor: Leticia Wierzchowski
ISBN: 8501080055
Gênero: Romance brasileiro
Páginas: 280
Formato: 14X21

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Queria construir uma ruína


Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína.
Embora eu saiba que ruínas é uma desconstrução.
Minha idéia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para
abrigar o abandono

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Clarice, - Benjamin Moser

Clique aqui para ler um trecho do livro


Desde a adolescência tenho uma predileção por Clarice Lispector que nunca soube bem explicar. Lia seus livros com uma gana, mas ao mesmo tempo saboreava bem devagar, pra não acabar. Não posso dizer que entendo bem a escrita de Clarice, mas afirmo com categórica certeza de que a sinto muito forte!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mulher Perdigueira




Em páginas delicadas de dor, de amor, de silêncio e prazer, Carpinejar faz o que parece impossível: se define.
Depois de receber o Prêmio Jabuti 2009, categoria Contos e Crônicas, e surpreender os leitores com o livro vanguardista de Tweets, Fabricio Carpinejar apresenta sua nova coletânea de crônicas: Mulher Perdigueira .


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Felicidades em muitas pequenas doses




Sinopse:
O presente livro apresenta uma coletânea de mais de 80 crônicas. A autora visa a materializar as angústias e os anseios da sociedade, abordando temas diversos e cotidianos, incluindo questões consideradas universais, como o amor, a família, a amizade, a mulher, entre outros temas.